EUDAIMONIA, OLBOS E A TECNOLOGIA
Apesar de toda a evolução tecnológica e revolução comportamental, fazendo com que nossa sensação de domínio sobre o tempo esteja totalmente desvirtuada, nunca foi tão fácil se divertir. Nós últimos tempos, o entretenimento se tornou onipresente. Os recursos de diversão estão nos locais mais sisudos e estranhos do mundo, pronto para escapulir. O maior exemplo disso é o celular: permite que você jogue games, ouça música, assista filmes, paquere por SMS durante uma reunião ou na sala de espera do dentista, ou mesmo “tuitar” logo após o sexo. A cena de um escriturário preguiçoso jogando paciência no computador já virou clichê. O recém lançado (no mercado brasileiro) kindle armazenará livros, jornais e revistas. Tudo parece contribuir para que a gente não trabalhe... Paralelamente, drogas como ritalina, modafinil e ampaquinas, estão disponíveis para nos deixar “ligadão”. Ficar conectado menos de 12 horas por dia parece impossível. Assistir novela com notebook no colo está se tornando natural. Estudos dizem que a geração dos meus pais conseguia “processar” 1,7 atividades simultaneamente. Os mesmos pesquisadores garantem que hoje uma criança de 5 anos consegue “processar” 3,5 atividades ao mesmo tempo. Nenhum homem é uma ilha, já dizia o poeta John Donne no século XVII, e muito menos vive sozinho numa. As redes sociais na internet são provas desta verdade inconteste. Tempos atrás ouvi que os alunos do fundão estão contratando os CDFs da frente. Neste mundo maluco em que estamos entrando, as fofocas das redes sociais virtuais são mais importantes do que os discursos oficiais dos diretores das grandes empresas. Podem falar o que quiserem: que o mundo está mais violento, mais complicado... Mas a verdade é que ele também está mais divertido e a felicidade física, virtual ou química está mais disponível que nunca. Neste ponto entra a questão do título deste “post”: a felicidade. Afinal o que é isso? No grego antigo há uma grande variedade de palavras que podem ser mais ou menos relacionadas ao antigo conceito de felicidade. Palavras como “feliz”, “abençoado”, “próspero/prosperidade.” A palavra principal, porém, para a felicidade em grego antigo é eudaimonia e “eudaimon” é o adjetivo para “feliz”. O significado original destas palavras nos diz muito sobre a maneira como a felicidade era concebida. De acordo com sua etimologia eudaimonia significa “que tem um poder divino (daimon) bem disposto (eu)”. No pensamento grego antigo a felicidade é uma condição concedida “por favor” divino, e é feliz aquele que desfruta do favor dos daimones, isto é, daqueles poderes divinos que poderiam ser hostís. A manifestação visível e tangível de ser favorecido pelos “poderes divinos”, isto é, de ser livre da “má vontade divina”, é o que é comumente chamado de “prosperidade”, em termos tanto da riqueza material como do sucesso. A palavra do grego antigo denotando este aspecto de ser feliz é olbos, que significa exatamente “prosperidade dada pelos deuses”. Assim, olbos é “próspero, abençoado.” O Deus cibernético está nas telas touch screen dos nossos celulares. A voz do povo, que também é a de Deus, está nas redes sociais. A nanotecnologia está ai para nos mostrar que ele (Deus) está nas pequenas coisas... Abençoado, próspero e feliz seja o nosso futuro! Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 16h12
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O EXÉRCITO DOS FONES DE OUVIDO
Ouvi em recente palestra sobre inovação, do Walter Longo, uma questão sobre a evolução da tecnologia (internet, telefonia celular, banda larga, etc.) e das redes sociais (twitter, orkut, msn, blogs, etc.), que está proporcionando a nova geração um aprofundamento e exclusivismo, que pode ser perigoso e vale uma reflexão. Lembro-me dos comentários de meus pais e avós, que a reunião em torno da TV iria destruir a família, pois não aconteciam mais diálogos e conversar entre as pessoas. Todos ficavam juntos apenas para ver e ouvir a programação televisiva. Viveríamos a vida dos personagens das novelas e não as nossas... Teses de que a TV iria acabar com o rádio, com o cinema, etc. Que não poderia estudar com a televisão ligada. O mesmo conceito que ouvi do meu pai quando usei pela primeira vez uma calculadora, e ele disse deveria evitar, pois esqueceria a tabuada, e não conseguiria fazer contas “de cabeça”. Nada disso aconteceu. A questão levantada agora está na possibilidade de termos cada vez mais do mesmo. Chegamos a uma disponibilidade de informação, e possibilidades de acesso, que podemos passar todos os dias das nossas vidas, ouvindo, lendo, assistindo, falando e escrevendo apenas os temas que gostamos. Não somos mais obrigados a ter experiências com o tradicional, com o clássico, com o velho que para alguns poderia ser o novo... Antigamente os filhos gostavam de música clássica muitas vezes porque os pais “obrigavam” a ouvir. Com o tempo adquiriam o prazer por esse estilo de música. Eu mesmo aprendi a ler jornal (grande, sujo, monocromático e desajeitado), por insistência e vendo o tempo e a importância deste hábito na vida profissional do meu pai. E tantas outras coisas que os mais velhos ensinavam aos mais novos... Hoje em dia isso não acontece mais. Pelo menos em um grande número de casas e famílias, de onde sairão os jovens com maiores oportunidades de sucesso, e que estão transformando o nosso mundo. Em todos os quartos dos nossos filhos existem, computadores, TVs, celulares, i-pods, e os universais fones de ouvido. Cada um no seu mundo. E mesmo quando estamos juntos, é normal a cena em que estamos assistindo a TV e todos nós estamos com nossos notebooks no colo. Fisicamente todos juntos. Mentalmente cada um no seu universo. Seguindo a linha da neuroplasticidade, a neurocientista Susan Greenfield da Universidade de Oxford, afirma que estamos desenvolvendo um cérebro atrofiado. A tecnologia e as redes sociais estão infantilizando adultos e crianças. Basta ver como muitos se comunicam nos msn, orkut e twitter. Cheios de risadas e carinhas, como se tudo fosse criativo e engraçado... Segundo Susan, temos cérebros maleáveis desenvolvendo e utilizando conexões cerebrais todos os dias, e somos extremamente afetados pelo ambiente em que vivemos. O que nos fez sair das árvores, foi à capacidade de usarmos e desenvolvermos o córtex pré-frontal. Viver em um mundo em que a empatia, a narrativa e o significado são menos importantes, está mudando a forma que nós humanos pensamos. Temos acesso imediato a quaisquer tipos de informações, sem a necessidade de uma estrutura conceitual que os ligue. Os dados não se tornam “conhecimentos” e “experienciais”. Vivemos a era da informação. Queremos quantidade e velocidade. Mas estamos esquecendo que precisamos de tempo para ligar os fatos e interpretá-los. O cérebro humano não é uma máquina de filtrar, mas, sim um processador que usa as informações que nos cercam para entender o mundo. Estamos diante de mais um paradoxo do nosso tempo: Se cada vez mais podemos escolher o que gostamos (pessoas, músicas, filmes, informações, etc.) e consequentemente, por limitação do tempo, passamos cada vez menos conhecendo a diversidade, de que adianta tanta tecnologia e liberdade de opção? Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 09h30
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NEUROPLASTICIDADE E O MARKETING
Sabemos que o cérebro humano está constantemente sofrendo alterações e este é um dos motivos que dificulta o entendimento de seus mecanismos. Também sabemos que é papel do profissional do marketing tentar descobrir o que passa pela mente das pessoas e desenvolver produtos adequados, atendendo suas necessidades e seus anseios. Mas não basta descobrir, o marketing também é responsável pela estratégia e pelo processo de comunicação. Nos últimos anos o desenvolvimento tecnológico proporcionou melhores condições de mapear o cérebro de pessoas vivas e em atividade, e muitos conhecimentos sobre a mente humana, que eram inalcançáveis, passaram para o domínio público. Com o avanço dos estudos sobre a mente humana surgiu a ciência da cognição, que pode ser entendida como o estudo sistematizado do intelecto, do ato ou do processo de conhecer humano. Cognição é uma palavra originária do latim “cognotione” cujo significado é aquisição do conhecimento e está ligada à atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. Por definição a neuroplasticidade é qualquer modificação do sistema nervoso que não seja periódica e que tenha duração maior que poucos segundos. Ou ainda a capacidade de adaptação dos neurônios, às mudanças nas condições do ambiente que ocorrem no dia-a-dia da vida dos indivíduos, um conceito amplo que se estende desde a resposta a lesões traumáticas destrutivas até as sutis alterações resultantes dos processos de aprendizagem e memória. Mais importante do que mapear através de imagens áreas do cérebro estimuladas (as chamadas ferramentas do neuromarketing), quando surge um desejo por um produto ou pelo impacto de uma marca, está em compreender que o uma nova imagem poderá se formar em poucos minutos. Basta uma informação conflitante ou uma experiência desagradável que os julgamentos racionais e as emoções alterarão as rotas e as conexões. Essas conexões são responsáveis por tudo o que somos. Pela nossa personalidade, pelo nosso modo de agir, pela forma que nosso corpo vai adquirindo no transcorrer da vida. Em linhas gerais, o processo se resume no seguinte: Uma vez estimulados, os neurônios geram impulsos de natureza elétrica e liberam íons e substâncias químicas que lançadas nas sinapses (espaços vazios entre um neurônio e outro) estabelecem ligações entre eles. A cada novo estímulo, a rede de neurônios se recompõe e reorganiza, o que possibilita uma diversidade enorme de percepções, análises, julgamentos e respostas. A plasticidade neuronal é o nome dado a capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Graças a esse poder é que, por exemplo, crianças que sofreram acidentes, às vezes gravíssimos, com perda de massa encefálica, déficits motores, visuais, de fala e audição, vão se recuperando gradativamente e podem chegar à idade adulta sem sequelas, iguais às crianças que nenhum dano sofreram. E graças a isso também que empresas, marcas e produtos podem regenerar, reposicionar e reconquistar um espaço perdido ou ainda não ocupado. Porém nem tudo são flores. Essa capacidade exige um constante empenho em manter as pessoas interessadas e desejosas de seus produtos e serviços, pois o campo de batalha é igual para todos: a mente das pessoas. Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 08h55
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INSTINTO, INTUIÇÃO E INTELIGÊNCIA
Uma das grandes reflexões da atualidade é identificar se somos mais afetados pelos nossos estímulos neurológicos ou pela força adaptativa do ambiente que vivemos. Como profissional de marketing e profundo apaixonado pelo efeito da comunicação no comportamento das pessoas, sempre me vejo analisando o cenário em que atuamos. Muitos cientistas já determinaram, e mesmo qualquer pessoa comum sabe que os seres vivos se modificam ao longo do tempo num processo conhecido como evolução. Para nós seres humanos, essas alterações ocorridas de forma gradual e aleatória, por meio das mutações individuais com efeitos coletivos, só se tornaram duradouras para a espécie, pois representaram vantagens adaptativas ou, pelo menos, não se constituíram em desvantagem. Durante séculos essas modificações aumentaram as opções frente às demandas do meio ambiente, e do convívio social, garantindo nossa sobrevivência. Os resultados dessas transformações em diversos níveis resultaram no que chamamos hoje de instintos, intuição e inteligência. Nada muito diferente da atribuição do neurocientista Paul Maclean, no chamado cérebro trino, segundo o qual a nossa mente teria passado por três estágios evolutivos: reptiliano, o sistema límbico e o córtex. O ponto que chamo a atenção, é que no caótico mundo que vivemos, desde a pré-história até os dias de hoje, usamos esses mecanismos de forma conjunta, interligada e interdependente. Apesar de nos “auto intitularmos” seres inteligentes, é muito difícil, senão impossível identificar a prevalência ou exclusão de uma dessas forças. O desequilíbrio de um desses mecanismos nos faz parecermos animais, insensíveis e irracionais. Porém esse desequilíbrio também pode nos diferenciar positivamente. O sucesso muitas vezes inexplicável está em uma grande capacidade nas respostas corporais, em uma alta sensibilidade ou no raciocínio extremo. A grande questão é como manifestamos esses mecanismos nos processos de tomada de decisão. Consciente ou inconscientemente escolhemos como agir não por discriminar os estímulos que recebemos, mas sim quando integramos esses estímulos aos nossos valores, estado emocional, situação social e quaisquer metas correntes. A tomada de decisão não pode tipicamente ser vista como um simples processo racional e cognitivo. Acredito que compreender esses três mecanismos e suas relações, abre uma nova área multidisciplinar do comportamento humano, envolvendo a psicologia, a economia comportamental e a neurociência moderna. Ou seja, o mundo das necessidades, dos desejos e dos julgamentos. Não podemos negar nossas limitações e deficiências. O instinto humano é muitas vezes egoísta, pervertido e vingativo. A nossa intuição é mal adaptada a situações que envolvem incerteza. A nossa inteligência limitada a diversos padrões preconcebidos. Porém a beleza da nossa espécie está no potencial de evolução, na capacidade de adaptação e na força da transformação. Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 11h34
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A ALEATORIEDADE E NOSSO CÉREBRO
Como seres humanos, procuramos consciente e inconscientemente colocar as coisas em ordem. Tudo tem que ter nexo para nos sentirmos bem. O fato de não entendermos algo nos deixa extremamente incomodados. Quando isso acontece gastamos energia (pensando, filosofando, rezando, etc.) para compreender e acalmar nossa alma. Se não conseguimos, colocamos estas “coisas” em uma área (caixa preta) do cérebro destinado a “Deus” ou ao “Destino”. O fato é que uma parte de nós deseja um mundo previsível, lógico, simples e sem grandes surpresas. Esta parte está preocupada em manter as coisas como elas são e como elas estão, e economizar energia (lei dos menores números). Criamos hábitos, costumes e tradições para isso. Mas existe outro lado eternamente insatisfeito que quer inovações, mudanças, adrenalina e fortes emoções. Este é o lado “jovem e adolescente” do nosso cérebro que não se preocupa com os riscos. A verdade é que o mundo dentro e fora de nossas mentes é um caos. Temos dificuldades em nos concentrar, não conseguimos definir o que pensamos, o que queremos ou o que sonhamos. Tudo é regido pela teoria da aleatoriedade. Essa palavra é comumente utilizada para exprimir a quebra de ordem, de propósito, de causa, ou previsibilidade em uma terminologia não científica. Um processo aleatório é o processo repetitivo cujo resultado não descreve um padrão determinístico, mas pode seguir uma distribuição de probabilidade. De acordo com diversas interpretações da mecânica quântica, fenômenos microscópicos são aleatórios. De acordo com a teoria da relatividade, fenômenos mega macroscópicos também são aleatórios. Não estamos preparados para o mundo das “coisas” muito pequenas e também não estamos preparados para as “coisas” muito grande. Segundo o físico Leonard Mlodinow nossa vida também é regida por fenômenos aleatórios. Mas então, porque é que temos essa necessidade de ordenar as coisas? Vivemos constantemente comparando o que está acontecendo, com o que já aconteceu, e assim imaginando o que irá acontecer. Administramos o tempo comparando o presente, com o passado e assim tentando imaginar e prever o futuro. Tudo isso consumindo energia, procurando encontrar as respostas. Consumindo muito mais energia que a da TRM (Taxa Metabólica de Repouso descrita no “post” de 14/08). Como diz um amigo: “desejamos a vida eterna, mas não sabemos o que fazer no final de semana”. Na verdade o que devemos que fazer é tentar avaliar o percentual de risco que estamos correndo nas análises das opções e nas decisões que fazemos, seja na simples escolha da marca do próximo refrigerante ou na mulher que tomamos como esposa para ser a mãe de nossos filhos. Tudo isso visando uma pseudo tranquilidade, em um mundo que só existe no nosso cérebro. A grande questão da vida, é a luta constante em determinar o certo e o errado, em prever o futuro, em imaginar os cenários paralelos de nossas alternativas não vividas... Como se tudo isso fosse possível. Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 16h30
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EXTELIGÊNCIA – UMA HERANÇA GENÉTICA
Para muitos, não sei se de forma absoluta, INTELIGÊNCIA significa o entendimento, o conhecimento de um ser, a faculdade de aprender, um conjunto de funções psíquicas e psicofisiológicas que contribuem para a compreensão da natureza das coisas e do significado dos fatos, a capacidade de organizar os dados de uma situação, em circunstâncias para as quais de nada servem o instinto, a aprendizagem e o hábito, a capacidade de resolver problemas e empenhar-se em processos de pensamento abstrato, a percepção clara e fácil, a habilidade em tirar partido das circunstâncias, a engenhosidade e eficácia no exercício de uma atividade, a sagacidade, a perspicácia. Por princípio, tenho resistência a neologismos. Recentemente, em uma palestra de inovação proferida pelo Walter Longo, ouvi o termo “EXTELIGÊNCIA”. Após pesquisar, tive que me curvar e aceitar esse novo termo. Mais do que a simples troca do “IN” (interno) pelo “EX” (externo) a “EXTELIGÊNCIA” é a verdadeira razão do ser humano de evoluir ao longo do tempo. A capacidade de passarmos nossos conhecimentos e aprendizados aos nossos filhos. Um tipo de herança genética. Esse termo foi inventado por Ian Stewart (matemático) e Jack Cohen (biólogo) em 1997 no livro chamado “Figments of Reality: The Evolution of the Curious Mind” (algo como “Invenção da Realidade: A Evolução Estranha da Mente”). Apesar das disciplinas individuais diferentes, ambos concordam que existe uma composição direta entre a complexidade e a simplicidade. Esta relação de cumplicidade é o mesmo elo que une a “INTELIGÊNCIA” e a “EXTELIGÊNCIA” como processo fundamental para o desenvolvimento da consciência, tanto em termos evolutivos para a espécie, como também para o indivíduo. Cohen e Stewart criaram essa palavra para expressar a estreita relação e interdependência entre o conhecimento que está “dentro” da mente de uma pessoa com o conhecimento “fora” da sua mente e que pode ser facilmente acessado. A “EXTELIGÊNCIA” é a contribuição do modo como um indivíduo combinada e soma os conhecimentos de outras pessoas. Partindo da complexidade da matemática e da teoria dos jogos, Stewart e Cohen utilizam a idéia na relação entre o tempo e o espaço da raça humana, em tudo o que possa ser conhecido e representado. É como um dicionário que pode conter definições de milhares de palavras, mas não apenas as definições que são compreendidas é que podem interpretar símbolos verbais e relacioná-los aos conceitos que estão em nossas mentes. Em outras palavras, seria como dizer que meus filhos já nasceram com alguns conhecimentos ao qual eu não tive, e ao mesmo tempo, dizer que eu nasci com conhecimentos que meu pai não tinha. Por outro lado seria como afirmar que um cachorro adestrado não passará os conhecimentos do adestramento para sua cria, e muito menos recebeu conhecimentos do adestramento recebido pelo seu “pai cão”. É a “EXTELIGÊNCIA” que torna os seres humanos diferentes dos outros animais. Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 11h20
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NEUROMARKETING - MINHA CONTRIBUIÇÃO PARA O MUNDO
Confesso que quando ouvi pela primeira o termo Wikipédia como sendo uma enciclopédia aberta e colaborativa, onde as pessoas comuns iriam colocar as definições sobre palavras termos e conhecimento em geral, eu duvidei de como isso poderia funcionar. Há alguns anos venho estudando, lendo e escrevendo sobre “Neuromarketing”. Recentemente inclusive colaborei para um texto publicado na revista “Super Interessante” (edição 268 de agosto de 2009 – págs. 60, 61, 62 e 63) em entrevista para a Elisangela Roxo, indicado pelo meu amigo Zé Luiz Tavares (co-auto do livro “Marketing na Era do Nexo, Os Novos Caminhos num Mundo De Múltiplas Opções” junto com Walter Longo). Por ser um assunto novo e polêmico, comentado em diversos artigos e em diversas revistas, por curiosidade acessei neste final de semana, o termo “Neuromarketing” no Wikipédia para ver o que dizia. Minha surpresa foi encontrar apenas quatro linhas. Movido por um impulso colaborativo, escrevi um texto mais explicativo, que mesmo longe de abordar o tema de forma ampla ou completa, acredito ser um pouco mais explicativo. Segue abaixo o texto “publicado” hoje. Deverei nos próximos dias incrementar este conteúdo, mas me sinto satisfeito por minha contribuição: Neuromarketing é um campo novo do marketing que os estuda a essência do comportamento do consumidor. É a união do marketing com a ciência e considerado uma chave para o entendimento da lógica de consumo, que visa entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas. Pesquisadores utilizam tecnologias de Imagem por Ressonância Magnética funcional (IRMf) para medir a quantidade de sangue oxigenado no cérebro visando identificar com precisão as variações das suas atividades. Portanto quanto mais uma determinada região do cérebro estiver trabalhando, maior será o consumo de combustível (principalmente oxigênio e glicose) e fluxo de sangue oxigenado para aquela região. O IRMf é uma versão avançada do eletroencefalograma chamada TEE, abreviatura de Topografia de Estado Estável, que rastreia ondas cerebrais rápidas em tempo real. O termo “Neuromarketing” ficou cunhado por Ale Smidts, um professor de Marketing na Erasmus University em Roterdã, Holanda. Porém foi Gerald Zaltman, médico e pesquisador da universidade norte-americana de Harvard, que teve a idéia de usar aparelhos de ressonância magnética para fins de Marketing, e não estudos médicos. Posteriormente com a divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, da Baylor College of Medicine, em Houston, Texas, um estudo que consistia na experimentação dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola, ganhou repercussão. Os experimentadores envolvidos não sabiam qual era a marca a bebida que tomaram, e comprovou-se que as declarações verbais de preferência, identificação e respostas cerebrais não eram compatíveis. Quando perguntados qual dos dois refrigerantes era melhor, metade respondeu Pepsi. Nesse caso, a ressonância detectou um estímulo na área do cérebro relacionada a recompensas. Já quando elas tinham conhecimento sobre a marca, esse número caiu para 25%, e áreas relativas ao poder cognitivo e à memória agora estavam sendo usadas. Isso indica que os consumidores estavam pensando na marca, em suas lembranças e impressões sobre ela. O resultado leva a crer que a preferência estava relacionada com a identificação da marca e não com o sabor. Dentre várias hipóteses, hoje os analistas de marketing esperam usar o neuromarketing para melhorar as métricas de preferência do consumidor, pois como vemos a simples resposta verbal dada à pergunta: "Você gostou deste produto?" pode nem sempre ser verdadeira devido a um viés cognitivo. Este conhecimento vai ajudar a criar produtos de marketing e serviços concebidos de forma mais eficaz e campanhas de comunicação, mais centradas nas respostas do cérebro. O neuromarketing irá dizer às empresas como o consumidor reage, em relação à cor da embalagem, ao som da caixa quando abaladas, ao cheiro de determinados produtos entre tantas outras questões. Um dos primeiros livros que abordou o assunto foi o “Neuromarketing - O Genoma do Marketing, O Genoma das Vendas, O Genoma do Pensamento”, publicado em 2007 pelo escritor brasileiro Alex Born. Mais recentemente a obra “A Lógica do Consumo – Verdades e Mentiras sobre por que Compramos”, publicado em 2009, versão brasileira do livro “Buyology” de Martin Lindstrom, auto intitula-se como a maior pesquisa sobre Neuromarketing já realizada até o momento. Obs. Aqueles que não concordarem com as definições e quiserem discutir a respeito, serão muito bem vindos. Molnar
- Postado por: Marcelo Molnar
às 11h48
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O CÉREBRO HUMANO E AS PATAS DO ELEFANTE
Henry Ford disse uma vez o seguinte: “Pensar é o esforço mais árduo que existe. Provavelmente esse seja o motivo por que tão poucas pessoas se dão o trabalho de pensar”. A frase a princípio parece sem sentido, sem nexo, mas estudando um pouco, descobri que existe um parâmetro biológico denominado TMR, ou seja, Taxa Metabólica de Repouso que é a quantidade de energia que o corpo necessita apenas para permanecer vivo. Em repouso o cérebro consome 20% do oxigênio que respiramos e das calorias que queimamos. Afirmar se os grandes mestres de xadrez perdem entre 3 a 4,5 quilogramas em líquido durante uma partida de duas horas! Dá para acreditar? Porém, achamos que pensamos o tempo todo. Pensamos enquanto falamos, enquanto trabalhamos, enquanto dirigimos, etc. Mas assim como o restante do corpo, o cérebro usa uma variedade de estratégias e truques para minimizar a quantidade de energia de que necessita. Na prática, na maior parte do tempo, o cérebro se ocupa com apenas uma entre três atividades: ou fica disperso, ou reage ou segue antigos padrões. A distração é a estratégia de esquiva e fuga mais comum do ato de pensar. Todos concordaram que é extremamente difícil se concentrar em um raciocínio e chegar a uma conclusão. Para algumas coisas temos uma facilidade incrível de mudar de idéia, mas para outras parece que é impossível. Parece que nossa mente tem vontade própria. A distração é o pensamento não concentrado, disperso e na maioria das vezes inútil. Neste primeiro caso, é a mente que nos controla, e não nós que a controlamos. Na segunda situação, temos o que é chamado de reação instintiva, que é controlada principalmente pelo sistema límbico. Reagimos emocionalmente sem consciência do que fazemos e muitas vezes descobrimos que não sabemos o porquê fizemos. Mesmo quando pensamos, processamos as informações de forma a explicar nossas atitudes, sem saber profundamente o que as motivou. Nosso corpo responde a uma produção incontrolável de reações químicas e elétricas sem a nossa percepção. O que sabemos é que essas reações orgânicas são responsáveis pela maioria das nossas decisões. A terceira estratégia de economia de energia do cérebro é a padronização. A maior parte dos circuitos neurais dedica-se a reconhecer, armazenas e recuperar padrões. Somos bem mais habilidosos para seguir padrões antigos do que para conceber novos pensamentos. Ao se deparar com uma nova idéia, nosso cérebro resiste, pois a interpreta inicialmente como uma ameaça. Tudo isso graças à necessidade que tempos de tentar prever o futuro, tentando construir um cenário do que vai acontecer em seguida. Quando a resposta é mais rápida e prática, ou seja, encontramos um padrão, aceitamos mais tranquilamente. A questão do padrão também é importante por que temos a capacidade de imaginar e preencher os espaços em branco, com as informações que não são explicitas, para que as coisas nos façam sentido. Certo ou errado, chamamos isso de inteligência lógica. Não é o que não sabemos que nos prejudica, mas o que temos certeza de que é verdade e de fato não é. Como na história recente que me contaram ocorrer na Índia. Lá os tratadores e condutores de elefantes, conhecidos como “mahouts”, impedem que os filhotes se afastem acorrentando uma de suas patas a uma estaca firmemente fincada na terra. Por mais que tentem, os jovens elefantes não são fortes o bastante para quebrar os grilhões ou derrubá-los, e assim livrar-se da estaca. Pior ainda, o esforço machuca e causa dores. Com o tempo eles desistem. Já adultos, os elefantes são mantidos presos por uma fina corda, que tranquilamente se romperia, mas o seu limitado cérebro não é capaz de reconhecer a diferença entre o passado e presente, limitando suas alternativas de futuro. A distração, a reação instantânea e os padrões desgastados são as prisões do nosso pensamento. Molnar
- Postado por: Molnar
às 13h07
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ICHM - RANKING
Link da matéria publicada ontem no site da Época Negocios. http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI63213-16370,00-O+PODER+DA+MARCA+ALEM+DO+VALOR+FINANCEIRO.html
O Ranking com as 50 marcas com maiores conexões emocionais sairá até o final de março.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h03
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IMPORTANTE É ENTENDER O SER HUMANO
Quando eu era pequeno, e ficava com medo do escuro, de dormir sem uma luz acesa temendo fantasmas e os espíritos maus, costumava ouvir que devemos ter medo dos vivos e não dos mortos. Essa linha de pensamento é a de Luc Ferry, filósofo francês nascido em 1951 e um dos principais defensores da visão de mundo que se contrapõe à religião. Seu compromisso com o uso da razão, crítica a fé na busca de respostas para as questões humanas mais importantes. A corrente da filosofia que defende, propõe o uso da razão crítica na busca de respostas para os assuntos que mais intrigam a humanidade: as conexões humanas como o amor, o medo, a morte e a procura da felicidade. Segundo Ferry, colocando importância na fé religiosa, para as questões que não controlamos, aumentamos as variáveis ocultas de nossa da nossa existência, pois nos inventam apenas desculpas que nos fazem para de pensar. Ele defende a idéia de que a família é atualmente a única coisa que resta de sagrado no mundo, onde sagrado é tudo o que justifica nosso sacrifício. “A família é a entidade realmente sagrada na sociedade moderna, àquela pela qual todos nós, ocidentais, aceitaríamos morrer, se for preciso. Os únicos motivos pelos quais arriscaríamos a vida no mundo de hoje são aqueles próximos de nós: a família, os amigos e, em um número bem menor, pessoas mais distantes que nos causam grande comoção. No século XX, o ser humano virou sagrado” disse ele a revista VEJA em entrevista de outubro de 2008. Infelizmente ainda hoje, em algumas regiões do mundo onde impera o terror, muitas religiões e ideologias fazem os indivíduos sacrificar-se por ideais inúteis. O sociólogo alemão Max Weber costumava dizer que era possível encontrar os valores tradicionais do sacrifício no “código do mar.” Segundo esse código, o comandante de um navio deve morrer com sua embarcação naufragada, mesmo quando os passageiros e a tripulação se salvam. Para continuar a metáfora, hoje ninguém com o mínimo de razão, deve estar disposto a morrer pelo casco do navio. Concordo que a religiosidade é muito importante como uma religação do ser humano com a natureza, com Deus, com o universo, com o outro e consigo mesmo. Dizem que pessoas que têm ligação natural com o desconhecido viverão com maior abundância, maior amor ao próximo. Porém creio que a religião não deve ser apenas um exercício da repetição e da desculpa, ou pior ainda, da manipulação. Entender os ser humano, isolado e em comunidade, é o grande desafio daqueles que se propõem a trabalhar em comunicação. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h04
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TEORIA DA MENTE
Estudos sobre a percepção do nojo mostram como nosso cérebro revive as emoções dos outros. Ao se confrontar com uma pessoa chorando, sabemos pela expressão da face, pela vocalização do choro e pela gesticulação corporal que ela está triste, para dizer o mínimo. Se nossa empatia com a pessoa for grande, vivenciaremos parte da mesma tristeza, e poderemos até chorar também. Todos nós já vivenciamos situações como essa, sem avaliar muito bem o quanto essa capacidade de vivenciarmos os sentimentos dos outros e tentar adivinhar o pensamento de terceiros é importante para a vida cotidiana e uma característica essencial dos seres humanos. Dos seres humanos sim, já que não sabemos muito bem se os outros primatas a possuem, como questionou o primatologista americano David Premack ao inaugurar os estudos empíricos sobre o assunto, em artigo famoso de 1978. Os psicólogos e neurocientistas costumam chamá-la “teoria da mente”, porque essa capacidade nos possibilita inferir o que o outro sente e pensa, ou seja, criar uma teoria (mais corretamente, uma hipótese) sobre o que passa pela mente dos outros. Isso permite que ajustemos nossas relações sociais, nossas interações com os outros, e escolhamos os comportamentos mais adequados a cada situação. Tentamos “adivinhar” qual é a do nosso interlocutor e agir de acordo com essa hipótese. Os pesquisadores utilizaram atores para gerar pequenos clipes nos quais eles bebiam algo e depois criavam expressões neutras, de prazer ou de nojo. Os participantes do estudo, voluntários sem doenças neurológicas ou psiquiátricas, passavam por um estudo de ressonância magnética funcional logo após a visualização desses clipes, o que possibilitava identificar as regiões ativas durante a percepção do estado emocional dos atores e compará-las com o mapa da ativação cerebral verificada quando o sentimento de nojo ou prazer era do próprio sujeito, e não dos atores. O estudo comprovou que nos dois casos a mesma região era ativada – o chamado córtex da ínsula – o que foi interpretado como evidência de que a nossa interpretação dos estados mentais de terceiros envolve uma “revivência” dos nossos próprios estados mentais. O cérebro ativa os mesmos circuitos, e isso nos possibilita criar uma hipótese sobre a mente do outro, baseada na nossa própria vivência mental. Distúrbios ligados à percepção de nojo existem também em portadores de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). A mesma região da ínsula é ativada, em situações que provocariam apenas nojo moderado, e na percepção dessa emoção expressa por terceiros. Não é por outra razão que o comportamento obsessivo de lavar as mãos é tão freqüente nesses indivíduos. Os estudos dos neurocientistas envolvendo essa emoção bizarra (nojo) têm mostrado forte sugestão de que nosso cérebro de fato utiliza o padrão de ativação de cada momento para estabelecer hipóteses sobre a mente dos outros. Se as regiões ativadas ao vermos uma pessoa chorando são as mesmas ativadas quando nós próprios choramos, é muito provável que essa pessoa esteja triste como ficamos nós quando choramos. Mas o choro é explícito, fácil de interpretar. Difícil é identificar a sutileza dos sentimentos delicados e menos extremos, como o riso aberto do prazer e o choro desabrido da angústia e da tristeza. Molnar
- Postado por: Molnar
às 07h35
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COMPORTAMENTO HUMANO
Confúcio quatro séculos antes de Cristo afirmou: “A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os separam”. Dizem que os aspectos culturais pertencem há um povo, os costumes características da sociedade e os hábitos particularidades das pessoas. Dentro destes três universos existem comportamentos não lineares. Para atender as necessidades culturais mantemos os rituais, para os costumes incentivamos as tradições e para suportar nossos hábitos, pagamos pelos vícios. Como profissionais de marketing estamos sempre tentando entender as necessidades dos indivíduos para oferecer melhores soluções. Criamos produtos, serviços, marcas e símbolos para ampliar, inibir, substituir e modificar seus hábitos, seus costumes e finalmente sua cultura. Chamamos isso de evolução. Vejamos algumas diferenças culturais contemporâneas: O suicídio no Japão (harakiri) ainda é considerado ato de heroísmo e lealdade. A obesidade é sinal de virilidade entre os ciganos. A interdição da carne de vaca, demonstração de fé entre os indianos. Muitos islâmicos defendem que podem ter quantas mulheres possam sustentar. Existem homens bomba que crêem nas sete virgens que lhe esperam no paraíso. Todos tentando se conectar com suas crenças. Os Deterministas geográficos consideram que as diferenças dos ambientes físicos condicionam a diversidade cultural. Desde a antiguidade, várias foram as tentativas de explicações sobre as diferenças de comportamento baseadas nas variações dos ambientes físicos. Como por exemplo, um filósofo francês afirmava que os povos do norte imbuídos da fleuma eram fiéis, leais, cruéis e sem interesse sexual, enquanto os do sul seriam maliciosos, engenhosos, orientados para ciência, inaptos às atividades políticas. Existem aqueles que acreditam no determinismo biológico, onde teorias atribuem capacidades específicas inatas a determinadas “raças” ou a grupos humanos. Porém, sabe-se que diferenças genéticas não são determinantes para diferenças culturais. Afirma-se que qualquer criança humana normal pode ser educada em qualquer cultura se for colada desde o início em situação conveniente de aprendizado. Teorias desenvolvidas por geógrafos no final do século XIX e início do XX, ganharam popularidade com a idéia de relação entre clima e a dinâmica do progresso. Povos em regiões costeiras evoluíram mais rapidamente devido a possibilidade de explorar o mar. Mas as diferenças entre os homens não podem ser explicadas nem pelo aparato biológico, nem pelo meio ambiente. A espécie humana rompe suas próprias limitações, dominou a natureza e se transformou no mais temível dos predadores. Difere dos outros animais porque a mente humana é dotada de uma capacidade ilimitada de obter conhecimento, na capacidade de simbolizar, multiplicar idéias, reter as idéias, comunicá-las e transmiti-las as outras gerações. O comportamento é antes de tudo simbólico, chave para a participação do indivíduo no mundo. Homem não é apenas produtor da cultura, mas produto da cultura. Molnar
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às 08h32
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MIDIA SOCIAL E AMOR
Existe uma relação direta entre propaganda e sexo pago. Em tese ambos são feitos por profissionais. Muito bons profissionais. Ambos são provocantes, tentam despertar desejo e muitas vezes parecem melhor antes do que depois. Existe uma sensação residual inexplicável, como se algo estivesse errado ou fosse artificial. Como se para diminuir o sentimento de culpa, responsabilizamos terceiros pelos nossos atos. Para resolver o problema deste sentimento em relação ao sexo inventaram o amor. Não da mesma forma, mas com o avanço da tecnologia e necessidade de relacionamento do ser humano, inventaram a Mídia Social. A Mídia Social é hoje a maneira como as pessoas descobrem, lêem e compartilham informações, marcas, notícias e conteúdos. É uma fusão social e tecnológica, transformando o que até então era chamado de “boca a boca” em uma poderosa onda de conhecimento coletivo. A Mídia Social definiu ferramentas onde as pessoas compartilharam conteúdo, perfis, opiniões, visões, experiências, perspectivas e mídia em si, facilitando assim conversas e interação entre grupos de pessoas. Essas ferramentas incluem blogs, fóruns, podcasts, comunidades, workuts, e etc. Destaque para o wikipedia e o youtube. É a democratização do conteúdo e da compreensão do papel que as pessoas desempenham no processo de leitura, não somente divulgar informações, mas também compartilhar e criar conteúdos para que outras pessoas possam compartilhar e usufruir. Nas redes sociais não existem fórmulas mágicas. É preciso, assim como no mundo real, conhecer o ambiente e as pessoas e acima de tudo as regras que integram o ambiente. Os consumidores participam em meios sociais, geram conteúdo e se envolvem em conversas sobre temas que lhes interessa. Porém assim como não podemos controlar o amor, dificilmente conseguimos fazê-lo na Mídia Social. Temos necessidade de que aconteça naturalmente e muitas vezes sofremos com isso. O sexo pago, assim como a propaganda, sempre ira existir, pois acima de tudo é um negócio. Um negócio que paga bem e sempre terá excelentes profissionais dedicados. Cabe a todos nós escolhermos o momento da vida em que o amor fala mais alto. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h02
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INTIMIDADE
Normalmente estamos fechados em nossos territórios mentais, com as nossas idéias, nossos medos, nossas incertezas, nossas crenças e nossas necessidades... Reagimos, intuímos e concluímos muitas coisas de forma automática. Muitas vezes não temos noção do que significa a intimidade e seu valor. O trabalho de marketing normalmente procura “entrar” nesse ambiente único. Revelar verdadeiras intenções através das observações. Interpretar cada palavra. Imaginar as reações e oferecer alternativas não pensadas... Para muitas pessoas, a intimidade é uma espécie de segredo, de reduto, de muralha onde nos refugiamos ou nos escondemos dos outros, mesmo daqueles que nos estão próximos. Alguns especialistas consideram que a intimidade pode ser dividida em cinco categorias: a intelectual, a afetiva, a espiritual, a corporal e a sexual. A intimidade está fortemente ligada à noção do “eu” e à individualidade. Ela representa e envolve o mais íntimo de nós mesmos. Determina não apenas quem somos, mas também o que pensamos. Ser íntimo de alguém é partilhar aspectos privados como segredos, mistérios, problemas, angústias, desejos, etc. que nos desnudam e nos expõem. Por um lado contribui para o desenvolvimento de laços afetivos, mas também pode colocar-nos em apuros e em perigo se esse outro usar a nossa intimidade para se aproveitar de nós de forma desonesta. No mundo atual carregado de perigos e câmaras de vigilância tendemos a fechar a nossa intimidade, a não partilhar a proximidade autêntica. Corremos o risco de criar uma muralha à nossa volta e perder a confiança nos outros. O isolamento conduz à solidão e à depressão. Pessoas muito racionais tendem a evitar a intimidade partilhada, pois existe o receio da perda dos refúgios. Ao partilhar idéias e sentimentos com os outros, ao revelarmos os detalhes da nossa intimidade nos sentimos vulneráveis. Deixamos uma porta aberta por onde outros podem espreitar a nossa vida. Saber dosear aquilo que partilhamos de íntimo com os outros, saber escolher a quem autorizamos a descoberta da nossa intimidade, representa um passo importante para a autonomia emocional e o fortalecimento da auto-estima. Da mesma maneira, quando estamos no lugar do outro, em que ele confia ou partilha suas intimidades, só seremos dignos dessa confiança se soubermos respeitar aquilo que constituem os territórios dos segredos e das confissões de quem se abriu para nós. A intimidade é a última fronteira do nosso mundo pessoal. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h59
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VOLTEI...
Amigos, depois de um longo período ausente, onde me dediquei a outras atividades, informo a todos que voltarei a publicar meus textos. Neste período de ausência li muito, pensei um pouco, escrevi bastante e falei demais. A dificuldade é que a cada dia que passa eu fico mais exigente comigo mesmo. Confesso que reli alguns textos antigos que postei... Em alguns fiquei orgulhoso, em outros com vergonha. Tentarei ser mais sucinto neste ano, pois às vezes vejo muitas palavras e poucas idéias. Falo neste ano pois já estamos em março, mas existe um ditado que diz que o ano começa na primeira segunda feira depois do carnaval... HOJE! Feliz 2009! Feliz? Espero... Como a maioria deve saber, estou escrevendo um livro junto com o Gian Franco. O conteúdo deste já está uns 80% pronto. Acredito que até o final do mês devemos tê-lo concluído. Neste trabalho tivemos a oportunidade de conversar com diversas personalidades que influenciaram em muito nosso caminho. Os próximos assuntos postados aqui, inevitavelmente serão periféricos aos que vamos detalhar no livro. Estamos realizando uma série de apresentações a respeito e o retorno das pessoas tem sido muito positivo. Quero deixar claro que todos estão à vontade para criticar, discordar e adicionar informações e conteúdos aqui neste espaço. Se o mecanismo aqui do blog não estiver funcionando, meu e-mail pessoal é marmol@uol.com.br Um grande abraço a todos e até mais... Molnar
- Postado por: Molnar
às 17h48
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