IMPORTANTE É ENTENDER O SER HUMANO
Quando eu era pequeno, e ficava com medo do escuro, de dormir sem uma luz acesa temendo fantasmas e os espíritos maus, costumava ouvir que devemos ter medo dos vivos e não dos mortos. Essa linha de pensamento é a de Luc Ferry, filósofo francês nascido em 1951 e um dos principais defensores da visão de mundo que se contrapõe à religião. Seu compromisso com o uso da razão, crítica a fé na busca de respostas para as questões humanas mais importantes. A corrente da filosofia que defende, propõe o uso da razão crítica na busca de respostas para os assuntos que mais intrigam a humanidade: as conexões humanas como o amor, o medo, a morte e a procura da felicidade. Segundo Ferry, colocando importância na fé religiosa, para as questões que não controlamos, aumentamos as variáveis ocultas de nossa da nossa existência, pois nos inventam apenas desculpas que nos fazem para de pensar. Ele defende a idéia de que a família é atualmente a única coisa que resta de sagrado no mundo, onde sagrado é tudo o que justifica nosso sacrifício. “A família é a entidade realmente sagrada na sociedade moderna, àquela pela qual todos nós, ocidentais, aceitaríamos morrer, se for preciso. Os únicos motivos pelos quais arriscaríamos a vida no mundo de hoje são aqueles próximos de nós: a família, os amigos e, em um número bem menor, pessoas mais distantes que nos causam grande comoção. No século XX, o ser humano virou sagrado” disse ele a revista VEJA em entrevista de outubro de 2008. Infelizmente ainda hoje, em algumas regiões do mundo onde impera o terror, muitas religiões e ideologias fazem os indivíduos sacrificar-se por ideais inúteis. O sociólogo alemão Max Weber costumava dizer que era possível encontrar os valores tradicionais do sacrifício no “código do mar.” Segundo esse código, o comandante de um navio deve morrer com sua embarcação naufragada, mesmo quando os passageiros e a tripulação se salvam. Para continuar a metáfora, hoje ninguém com o mínimo de razão, deve estar disposto a morrer pelo casco do navio. Concordo que a religiosidade é muito importante como uma religação do ser humano com a natureza, com Deus, com o universo, com o outro e consigo mesmo. Dizem que pessoas que têm ligação natural com o desconhecido viverão com maior abundância, maior amor ao próximo. Porém creio que a religião não deve ser apenas um exercício da repetição e da desculpa, ou pior ainda, da manipulação. Entender os ser humano, isolado e em comunidade, é o grande desafio daqueles que se propõem a trabalhar em comunicação. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h04
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
TEORIA DA MENTE
Estudos sobre a percepção do nojo mostram como nosso cérebro revive as emoções dos outros. Ao se confrontar com uma pessoa chorando, sabemos pela expressão da face, pela vocalização do choro e pela gesticulação corporal que ela está triste, para dizer o mínimo. Se nossa empatia com a pessoa for grande, vivenciaremos parte da mesma tristeza, e poderemos até chorar também. Todos nós já vivenciamos situações como essa, sem avaliar muito bem o quanto essa capacidade de vivenciarmos os sentimentos dos outros e tentar adivinhar o pensamento de terceiros é importante para a vida cotidiana e uma característica essencial dos seres humanos. Dos seres humanos sim, já que não sabemos muito bem se os outros primatas a possuem, como questionou o primatologista americano David Premack ao inaugurar os estudos empíricos sobre o assunto, em artigo famoso de 1978. Os psicólogos e neurocientistas costumam chamá-la “teoria da mente”, porque essa capacidade nos possibilita inferir o que o outro sente e pensa, ou seja, criar uma teoria (mais corretamente, uma hipótese) sobre o que passa pela mente dos outros. Isso permite que ajustemos nossas relações sociais, nossas interações com os outros, e escolhamos os comportamentos mais adequados a cada situação. Tentamos “adivinhar” qual é a do nosso interlocutor e agir de acordo com essa hipótese. Os pesquisadores utilizaram atores para gerar pequenos clipes nos quais eles bebiam algo e depois criavam expressões neutras, de prazer ou de nojo. Os participantes do estudo, voluntários sem doenças neurológicas ou psiquiátricas, passavam por um estudo de ressonância magnética funcional logo após a visualização desses clipes, o que possibilitava identificar as regiões ativas durante a percepção do estado emocional dos atores e compará-las com o mapa da ativação cerebral verificada quando o sentimento de nojo ou prazer era do próprio sujeito, e não dos atores. O estudo comprovou que nos dois casos a mesma região era ativada – o chamado córtex da ínsula – o que foi interpretado como evidência de que a nossa interpretação dos estados mentais de terceiros envolve uma “revivência” dos nossos próprios estados mentais. O cérebro ativa os mesmos circuitos, e isso nos possibilita criar uma hipótese sobre a mente do outro, baseada na nossa própria vivência mental. Distúrbios ligados à percepção de nojo existem também em portadores de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). A mesma região da ínsula é ativada, em situações que provocariam apenas nojo moderado, e na percepção dessa emoção expressa por terceiros. Não é por outra razão que o comportamento obsessivo de lavar as mãos é tão freqüente nesses indivíduos. Os estudos dos neurocientistas envolvendo essa emoção bizarra (nojo) têm mostrado forte sugestão de que nosso cérebro de fato utiliza o padrão de ativação de cada momento para estabelecer hipóteses sobre a mente dos outros. Se as regiões ativadas ao vermos uma pessoa chorando são as mesmas ativadas quando nós próprios choramos, é muito provável que essa pessoa esteja triste como ficamos nós quando choramos. Mas o choro é explícito, fácil de interpretar. Difícil é identificar a sutileza dos sentimentos delicados e menos extremos, como o riso aberto do prazer e o choro desabrido da angústia e da tristeza. Molnar
- Postado por: Molnar
às 07h35
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
COMPORTAMENTO HUMANO
Confúcio quatro séculos antes de Cristo afirmou: “A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os separam”. Dizem que os aspectos culturais pertencem há um povo, os costumes características da sociedade e os hábitos particularidades das pessoas. Dentro destes três universos existem comportamentos não lineares. Para atender as necessidades culturais mantemos os rituais, para os costumes incentivamos as tradições e para suportar nossos hábitos, pagamos pelos vícios. Como profissionais de marketing estamos sempre tentando entender as necessidades dos indivíduos para oferecer melhores soluções. Criamos produtos, serviços, marcas e símbolos para ampliar, inibir, substituir e modificar seus hábitos, seus costumes e finalmente sua cultura. Chamamos isso de evolução. Vejamos algumas diferenças culturais contemporâneas: O suicídio no Japão (harakiri) ainda é considerado ato de heroísmo e lealdade. A obesidade é sinal de virilidade entre os ciganos. A interdição da carne de vaca, demonstração de fé entre os indianos. Muitos islâmicos defendem que podem ter quantas mulheres possam sustentar. Existem homens bomba que crêem nas sete virgens que lhe esperam no paraíso. Todos tentando se conectar com suas crenças. Os Deterministas geográficos consideram que as diferenças dos ambientes físicos condicionam a diversidade cultural. Desde a antiguidade, várias foram as tentativas de explicações sobre as diferenças de comportamento baseadas nas variações dos ambientes físicos. Como por exemplo, um filósofo francês afirmava que os povos do norte imbuídos da fleuma eram fiéis, leais, cruéis e sem interesse sexual, enquanto os do sul seriam maliciosos, engenhosos, orientados para ciência, inaptos às atividades políticas. Existem aqueles que acreditam no determinismo biológico, onde teorias atribuem capacidades específicas inatas a determinadas “raças” ou a grupos humanos. Porém, sabe-se que diferenças genéticas não são determinantes para diferenças culturais. Afirma-se que qualquer criança humana normal pode ser educada em qualquer cultura se for colada desde o início em situação conveniente de aprendizado. Teorias desenvolvidas por geógrafos no final do século XIX e início do XX, ganharam popularidade com a idéia de relação entre clima e a dinâmica do progresso. Povos em regiões costeiras evoluíram mais rapidamente devido a possibilidade de explorar o mar. Mas as diferenças entre os homens não podem ser explicadas nem pelo aparato biológico, nem pelo meio ambiente. A espécie humana rompe suas próprias limitações, dominou a natureza e se transformou no mais temível dos predadores. Difere dos outros animais porque a mente humana é dotada de uma capacidade ilimitada de obter conhecimento, na capacidade de simbolizar, multiplicar idéias, reter as idéias, comunicá-las e transmiti-las as outras gerações. O comportamento é antes de tudo simbólico, chave para a participação do indivíduo no mundo. Homem não é apenas produtor da cultura, mas produto da cultura. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h32
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
MIDIA SOCIAL E AMOR
Existe uma relação direta entre propaganda e sexo pago. Em tese ambos são feitos por profissionais. Muito bons profissionais. Ambos são provocantes, tentam despertar desejo e muitas vezes parecem melhor antes do que depois. Existe uma sensação residual inexplicável, como se algo estivesse errado ou fosse artificial. Como se para diminuir o sentimento de culpa, responsabilizamos terceiros pelos nossos atos. Para resolver o problema deste sentimento em relação ao sexo inventaram o amor. Não da mesma forma, mas com o avanço da tecnologia e necessidade de relacionamento do ser humano, inventaram a Mídia Social. A Mídia Social é hoje a maneira como as pessoas descobrem, lêem e compartilham informações, marcas, notícias e conteúdos. É uma fusão social e tecnológica, transformando o que até então era chamado de “boca a boca” em uma poderosa onda de conhecimento coletivo. A Mídia Social definiu ferramentas onde as pessoas compartilharam conteúdo, perfis, opiniões, visões, experiências, perspectivas e mídia em si, facilitando assim conversas e interação entre grupos de pessoas. Essas ferramentas incluem blogs, fóruns, podcasts, comunidades, workuts, e etc. Destaque para o wikipedia e o youtube. É a democratização do conteúdo e da compreensão do papel que as pessoas desempenham no processo de leitura, não somente divulgar informações, mas também compartilhar e criar conteúdos para que outras pessoas possam compartilhar e usufruir. Nas redes sociais não existem fórmulas mágicas. É preciso, assim como no mundo real, conhecer o ambiente e as pessoas e acima de tudo as regras que integram o ambiente. Os consumidores participam em meios sociais, geram conteúdo e se envolvem em conversas sobre temas que lhes interessa. Porém assim como não podemos controlar o amor, dificilmente conseguimos fazê-lo na Mídia Social. Temos necessidade de que aconteça naturalmente e muitas vezes sofremos com isso. O sexo pago, assim como a propaganda, sempre ira existir, pois acima de tudo é um negócio. Um negócio que paga bem e sempre terá excelentes profissionais dedicados. Cabe a todos nós escolhermos o momento da vida em que o amor fala mais alto. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h02
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
INTIMIDADE
Normalmente estamos fechados em nossos territórios mentais, com as nossas idéias, nossos medos, nossas incertezas, nossas crenças e nossas necessidades... Reagimos, intuímos e concluímos muitas coisas de forma automática. Muitas vezes não temos noção do que significa a intimidade e seu valor. O trabalho de marketing normalmente procura “entrar” nesse ambiente único. Revelar verdadeiras intenções através das observações. Interpretar cada palavra. Imaginar as reações e oferecer alternativas não pensadas... Para muitas pessoas, a intimidade é uma espécie de segredo, de reduto, de muralha onde nos refugiamos ou nos escondemos dos outros, mesmo daqueles que nos estão próximos. Alguns especialistas consideram que a intimidade pode ser dividida em cinco categorias: a intelectual, a afetiva, a espiritual, a corporal e a sexual. A intimidade está fortemente ligada à noção do “eu” e à individualidade. Ela representa e envolve o mais íntimo de nós mesmos. Determina não apenas quem somos, mas também o que pensamos. Ser íntimo de alguém é partilhar aspectos privados como segredos, mistérios, problemas, angústias, desejos, etc. que nos desnudam e nos expõem. Por um lado contribui para o desenvolvimento de laços afetivos, mas também pode colocar-nos em apuros e em perigo se esse outro usar a nossa intimidade para se aproveitar de nós de forma desonesta. No mundo atual carregado de perigos e câmaras de vigilância tendemos a fechar a nossa intimidade, a não partilhar a proximidade autêntica. Corremos o risco de criar uma muralha à nossa volta e perder a confiança nos outros. O isolamento conduz à solidão e à depressão. Pessoas muito racionais tendem a evitar a intimidade partilhada, pois existe o receio da perda dos refúgios. Ao partilhar idéias e sentimentos com os outros, ao revelarmos os detalhes da nossa intimidade nos sentimos vulneráveis. Deixamos uma porta aberta por onde outros podem espreitar a nossa vida. Saber dosear aquilo que partilhamos de íntimo com os outros, saber escolher a quem autorizamos a descoberta da nossa intimidade, representa um passo importante para a autonomia emocional e o fortalecimento da auto-estima. Da mesma maneira, quando estamos no lugar do outro, em que ele confia ou partilha suas intimidades, só seremos dignos dessa confiança se soubermos respeitar aquilo que constituem os territórios dos segredos e das confissões de quem se abriu para nós. A intimidade é a última fronteira do nosso mundo pessoal. Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h59
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
VOLTEI...
Amigos, depois de um longo período ausente, onde me dediquei a outras atividades, informo a todos que voltarei a publicar meus textos. Neste período de ausência li muito, pensei um pouco, escrevi bastante e falei demais. A dificuldade é que a cada dia que passa eu fico mais exigente comigo mesmo. Confesso que reli alguns textos antigos que postei... Em alguns fiquei orgulhoso, em outros com vergonha. Tentarei ser mais sucinto neste ano, pois às vezes vejo muitas palavras e poucas idéias. Falo neste ano pois já estamos em março, mas existe um ditado que diz que o ano começa na primeira segunda feira depois do carnaval... HOJE! Feliz 2009! Feliz? Espero... Como a maioria deve saber, estou escrevendo um livro junto com o Gian Franco. O conteúdo deste já está uns 80% pronto. Acredito que até o final do mês devemos tê-lo concluído. Neste trabalho tivemos a oportunidade de conversar com diversas personalidades que influenciaram em muito nosso caminho. Os próximos assuntos postados aqui, inevitavelmente serão periféricos aos que vamos detalhar no livro. Estamos realizando uma série de apresentações a respeito e o retorno das pessoas tem sido muito positivo. Quero deixar claro que todos estão à vontade para criticar, discordar e adicionar informações e conteúdos aqui neste espaço. Se o mecanismo aqui do blog não estiver funcionando, meu e-mail pessoal é marmol@uol.com.br Um grande abraço a todos e até mais... Molnar
- Postado por: Molnar
às 17h48
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
NUNCA ME ESQUECI DE VOCÊS...
Estou passando um período de intensa dedicação ao livro que estamos escrevendo, e por isso tenho me comportado com extrema desatenção a este blog. Até o final do ano passado, 90% do livro foram escritos pelo meu “partner” Gian Franco e agora tenho que fazer a minha parte. Como o meu dia continua há ter 24 horas, apesar da propaganda enganosa do Unibanco, oferecendo 30, tenho priorizar as atividades. Confesso que tenho saudades. Poder escrever cada dia sobre um assunto diferente é muito prazeroso. A liberdade é muito estimulante. Porém com o livro, a necessidade de coerência e o sentimento de construção são muito grandes. A materialização é mais visível. Compartilho também essa experiência, com aqueles que já se obrigaram a fazer o que estamos fazendo, onde a autocrítica é diariamente posta a prova. Como controlar a vontade de modificar hoje o que foi escrito ontem? É infernal o impulso de falar a mesma coisa de outra maneira. Uma vírgula a mais ou a menos, uma palavra invertida, a substituição por sinônimos, todos os detalhes parecem modificar a leitura do mesmo significado. Como todos sabem, ou pelo menos a maioria, eu nunca tive qualquer dom natural para a escrita. Forço-me diariamente a desenvolver e evoluir através do exercício. Durante um ano me comprometi a escrever todos os dias e vejo que essa decisão foi fundamental para cumprir com meu atual objetivo. Espero em breve, aliviar a pressão que estou recebendo do Deus “Cronos” e voltar à rotina de escrever e postar aqui diariamente... Molnar
- Postado por: Molnar
às 12h15
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
LOGOMARCA EXISTE?
Existem muitas opiniões a respeito deste termo. Uma versão é a seguinte:
A origem de logomarca vem grego "logos" (conhecimento, palavra ensinada) mais o germânico "marka" (fronteira) e latim "marca" (fronteira/limite), portanto a definição seria: "Um conjunto de elementos visuais composto de letras características somado a um símbolo ou ilustração que identifica e diferencia de outros iguais ou semelhantes".
Tanto a "marca" (um símbolo), o "logotipo" (só letras) e as "logomarcas" (símbolo e letras), todos são marcas.
Escrita em português e foneticamente agradável, só o termo "logomarca" define por completo o que representa. É utilizada há décadas por gerações de designers brasileiros. Mais específica do que simplesmente "logo", diferente da palavra "logotipo", pois afinal se se tratam de coisas diferentes e a palavra logomarca é semanticamente perfeita.
A palavra logomarca não descende de logomark, que é um aforismo incorreto em inglês. Quando muitos dizem "logo", estão dizendo corretamente o diminutivo de "a logomarca", termo mais abrangente que "o logo" de "o logotipo" e se refere à maioria dos grafismos representativos.
A diferença para o logotipo é que a logomarca tem elementos visuais claramente distintos das letras. Isso torna estreita e por vezes subjetiva a classificação de certas marcas.
Para avaliar se um logotipo foi projetado de forma eficiente, temos que analisar seis pontos:
Conceito: O desenho é compatível com o conceito que deve ser transmitido?
Personalidade: Ele é original? Irá destacar-se em meio à sua concorrência?
Contemporaneidade: O desenho ainda será bom daqui uns 3 a 5 anos ou está relacionado a algum modismo gráfico?
Legibilidade: O desenho tem características óticas perfeitas?
Pregnância: É fácil sua memorização?
Uso: O desenho é compatível com as aplicações pretendidas em termos de processos e custos?
Alguns afirmam que logomarca é invenção de publicitário. Se procurarmos em dicionários antigos, com mais de 15 anos, verificamos que essa palavra não existia.
A palavra Logotipo vem do inglês logotype. O design gráfico foi melhor organizado e padronizado nos EUA. Hoje se usa mais logo do que logotype, que significa tanto a marca com ou sem símbolo.
Os publicitários simplesmente juntaram a palavra "logo" de logotipo com a palavra "marca" do INPI. Criaram a tal da logomarca zoneando o ensino do Design no Brasil e a palavra caiu no gosto popular.
Alguns não concordam com a definição acima, afirmando que logomarca não é um termo completo, mas sim, um termo redundante, sendo um vício de linguagem moderna. A formação etimológica desta palavra vem de "logos" (grego para significado ou conceito), e "marka" (germânico para significado ou conceito). Dizer logomarca é o mesmo que dizer "marcamarca". O correto é empregar o termo "logotipo" (logos + typos, símbolo ou sinal em grego, significando assim, o "símbolo do conceito"), ou simplesmente "marca".
A marca, segundo os preceitos do design gráfico, é o tal termo que abrange a coisa completa: a marca se divide em símbolo e tipografia. Uma marca pode ser só um símbolo, pode ser só a tipografia, ou pode ser a combinação de ambos.
Porém tem quem diga que dizer que logomarca não existe. Logo, vem do grego "Lógos". Significa palavra, uma narração ou pronunciamento, verbo, conceito, idéia. Mas não palavra como esta é falada ou escrita, mas o significado dela, ou seja, o conceito. O conceito de logos dizendo que o termo "palavra" pura e simples no grego é Lexi. Marca, vem do germânico "Marka". Quando traduzimos do germânico, ou mesmo do português ou inglês para o latim temos o termo Signum, que se traduz claramente para significado. E mesmo no português, e no uso moderno da palavra marca significa tudo àquilo que uma empresa representa. Sendo assim, logomarca é um termo redundante: significado do significado. Assim vemos porque não podemos utilizar este termo para falar sobre um Logotipo.
Ana Luisa Escorel em seu livro "O Efeito Multiplicador do Design", define "logomarca não quer dizer absolutamente nada. É possível que seu genial inventor estivesse, ao criá-la, querendo dar conta daquelas situações em que o núcleo da identidade visual repousa num sinal misto, na qual símbolo e logotipo se combinam na veiculação de uma dada imagem. O fato e que, se por acaso foi essa a origem do termo, atualmente, no Brasil, todo sinal gráfico que pretenda identificar uma empresa ou um produto e chamado de logomarca, seja símbolo, logotipo ou sinal misto. Logos em grego quer dizer conhecimento e também palavra. Typos quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia da palavra ou palavra-padrão. Agora, palavra-marca ou conhecimento-marca quer dizer o que? Coisa nenhuma. E é espantosa a desenvoltura com que cerca de dois terços da população ligada a área gráfica, no Brasil, usa e veicula essa coisa nenhuma, com a segurança de estar brandindo um termo de alto teor técnico e expressivo. Curioso que áreas tão afeitas à moda e a terminologia usada internacionalmente para tudo o que diz respeito aos assuntos de setor desprezem as designações corretas, presente na literatura publicada pelas revistas especializadas do primeiro mundo. Nelas as palavras logotype, logo ou symbol pontuam cada pagina. "Logomark", jamais."
Por outro lado, segundo a ADG logomarca "existe" enquanto palavra, mas não é um termo tecnicamente correto.
MARCA = SÍMBOLO + LOGOTIPO.
Polêmica a parte é difícil dizer quem está certo, e em assim sendo, utilize a definição que melhor lhe convier.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 10h23
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
CRONOS OU KAIRÓS
O tempo cronológico, linear e em seqüência, que dita o ritmo de nossas vidas, chama-se cronos. Já Kairós é uma antiga noção grega que se refere a um aspecto qualitativo do tempo. A palavra Kairós, em grego, significa o momento certo. Sua correspondente em latim, momentum, refere-se ao instante, ocasião ou movimento, que deixa uma impressão forte e única por toda a vida.
Cronos é o que vivemos com princípio, meio e fim. O tempo que é medido por anos, por primaveras e por duas coisas básicas e que todo ser humano nesse mundo tem que passar: nascimento e morte. A marca implacável da temporalidade humana no processo de envelhecimento de nosso corpo, lutamos contra, nos sentimos facilmente vítimas dele, pois em geral chegamos sempre atrasados e o tratamos como se fosse um inimigo. E filosoficamente, é um tempo aprisionador, pois o ser sofre com o que passou, com o que será e com o porvir.
Para os gregos, Cronos representava o tempo que falta para a morte, um tempo que se consome a si mesmo. Por isso, seu oposto é Kairós: momentos afortunados que transcendem as limitações impostas pelo medo da morte!
Kairós é um tempo que não é medido por anos, meses, dias, horas, minutos e segundo. É atemporal. Um dia em Kairós pode ser como mil anos e mil anos como um dia. Não é um tempo sem fim, mas seria justamente o fim do tempo. Onde não se sente o tic-tac, menos ainda o cuco. Monotonia não faz parte do vocabulário.
Kairós é o tempo oportuno, livre do peso de cargas passadas e sem ansiedade de anteceder o futuro. Ele se manifesta no presente, instante após instante.
Facilmente esquecemos que a temporalidade é constitutiva da existência humana. Caso acumular anos fosse somente uma série de momentos isolados, então poderíamos escolher aqueles que nos seriam mais significativos. Precisamos questionar a ideologia dos que elegem somente uma parte de suas vidas como significativa. Por exemplo, hoje se afirma que todo o sentido da vida se encontra na busca da eterna juventude. Nesta perspectiva passamos a gostar somente do tempo da juventude, a desconfiar do tempo de adultos e a simplesmente detestar e rejeitar o tempo que marca o outono de nossa vida, ou seja da velhice.
Qual o segredo da valorização do tempo, se as batidas do relógio, em termos de hora, minuto ou segundo são rigorosamente iguais para que quem o percebe passando rápido ou demorando demais?
Somos filhos do tempo, vivemos no Cronos, mas podemos fazer diferença cultivando uma atitude positiva que depende exclusivamente de nós. É preciso fazer acontecer a dimensão do Kairós. É preciso lembrar que nos tornamos eternamente responsáveis por quem cativamos.
Para viver em harmonia, precisamos ser orientados pelo tempo interior, conectado naturalmente com os ciclos do tempo exterior: o dia e a noite, e as quatro estações do ano. No entanto, estamos tão condicionados à necessidade de cumprir as expectativas do tempo imposto pelo relógio, que não nos permitimos mais ser naturais: tornamo-nos mecanizados pela força do tempo, que exige de nós cada vez mais...
A sensação de estar "perdendo tempo" com alguma coisa, seja no trabalho ou num relacionamento, é um alerta de que estamos nos distanciando de nossos propósitos: o uso significativo do tempo. Se não reagirmos a este sinal, nos sentiremos cada vez mais desmotivados.
A questão é que estaremos sempre insatisfeitos enquanto vivermos apenas para satisfazer as expectativas externas que surgem em cada momento da vida. Isto é, usar o tempo apenas para sermos pessoas cada vez mais eficientes não garante a nossa felicidade. Para sentirmo-nos felizes, é preciso mais que eficiência. É preciso sentir que estamos crescendo interiormente.
Mas quem já não escutou o tic-tac da ansiedade soar em seu interior quando está sob a pressão do tempo do relógio? Se continuarmos a viver como bombas-relógio sob a pressão do tempo cronológico, vamos explodir de alguma maneira, seja por um ataque cardíaco, um aneurisma ou pressão alta.
É preciso aceitar os próprios limites e saber quando parar de se submeter às exigências e expectativas inflexíveis que nos impomos ou que nos são impostas para cumprirmos os deveres da vida.
Nas situações que não podemos mudar, devemos nos esforçar para reavaliar nossas reações internas, pois o tempo interior é tão vasto quanto o espaço infinito.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 08h34
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
VIAGEM NO TEMPO
Se alguém lhe pedir que pense no que poderá estar fazendo daqui a um ano, você não terá a menor dificuldade. Talvez lhe venha à mente algum projeto relacionado a seu trabalho, a sua família, ou a si próprio. Mas se a questão for projetar o que estará fazendo daqui a dez ou vinte anos, a coisa fica muito mais difícil.
Essa dificuldade de lidar com o tempo próximo e o remoto é a mesma da memória chamada episódica, ou autobiográfica. Você se lembra do que fez semana passada, mas dificilmente se lembrará do que fazia na segunda semana de janeiro de 1989, há exatos vinte anos.
Neurocientistas demonstram que a memória e a previsão do futuro são semelhantes. Os psicólogos sempre trabalharam com essa característica da memória, mas eles não tinham correlacionado a semelhança em relação à função de projetar ou prever o futuro, algo que fazemos diariamente para organizar a vida presente.
Várias observações e experimentos têm associado os mecanismos da memória eventual com a capacidade de viajar mentalmente no tempo para prever o futuro. Os neurologistas sabem que os alcoólatras apresentam um sério distúrbio da memória chamado síndrome de Korsakoff.
A bebida compromete a memória de eventos passados. Aquele que já tomou um bom "porre" sabe como é acordar e não se lembrar do que aconteceu. Em casos crônicos não se lembram da família, de sua história, dos fatos de sua juventude. Mas poucos sabem que eles também se tornam incapazes de planejar o futuro.
Um trabalho foi feito por um grupo de pesquisadores do Instituto de Neurologia do University College de Londres, liderado por Demis Hassabis, consistiu em medir a capacidade dos pacientes, comparados a pessoas normais, em relatar experiências novas imaginadas, que poderiam ser vividas no futuro.
Os participantes tiveram que fazer exercícios mentais do seguinte tipo: imagine-se passeando em um museu, numa viagem de férias ou trabalhando em um submarino. Medidas simples da riqueza das imagens evocadas, dos detalhes de acontecimentos imaginados, e outros aspectos indicaram aos pesquisadores que os pacientes alcoólatras produziam imagens muito mais pobres que as pessoas normais.
Pode parecer algo vago, mais foi o objetivo do trabalho que também reuniu voluntários sadios que eram levados a exame de ressonância magnética funcional. Este exame permitiu identificar o conjunto de áreas cerebrais ativas durante o pensamento orientado para o passado ou para o futuro.
O resultado desta experiência apresentou um sistema cerebral chamado de viagem mental no tempo, que utilizamos para imaginar o futuro com base nos eventos do passado, onde as regiões ativas, em ambos os grupos, eram quase as mesmas mudando apenas seu grau relativo de ativação.
A conclusão é que ficou provado que as mesmas áreas cerebrais que empregamos para lembrar de eventos passados de nossa história pessoal são empregadas para imaginar eventos futuros.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 11h13
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
O VALOR DAS MARCAS E O ELO PERDIDO
Qual o valor das marcas Coca-Cola, GM, Nestlé, Itaú, Fiat, Mc Donald's, Nokia ou Google?
Durante a atual crise financeira que afeta todos os números na Bolsa de Valores e desequilibra a economia real, como as consultorias especializadas em avaliação de marcas, alicerçadas em fundamentos econômicos podem sustentar seus indicadores?
Essas empresas publicam anualmente, em parceria com gigantes da mídia, um ranking com o valor das marcas mais evidentes do planeta. Ocorre que estas estimativas são recentes (duas décadas se muito) cujas metodologias foram desenvolvidas em tempos de calmaria dos mercados e com estabilidade a toda prova.
Esses sistemas de avaliação não foram blindados contra o inusitado e por isso mesmo não são perfeitos. Nenhuma dessas organizações desenvolveu a sua metodologia prevendo grandes cataclismos como a queda do valor das ações (o principal parâmetro) em percentuais acima de 50%, fato corriqueiro nos últimos meses.
Mas, não vamos subestimar estes indicadores, pois esses institutos e consultorias são competentes e devem estabelecer novos mecanismos de avaliação. Até porque no momento de fusões ou aquisições de empresas esses indicadores são bússolas que pautam os negócios.
As consultorias explicam suas lógicas e cada instituto tem sua própria metodologia. Simplificando, há um ponto em comum: o valor da marca é a diferencia entre o tangível (patrimônio imobiliário, matérias primas, máquinas, estoque, fluxo de caixa, recursos humanos...) e a cotação que essas empresas têm na Bolsa de Valores. Essa diferença, muitas vezes, definida como intangível é o que é creditado como valor de marca.
Aparentemente é um mecanismo que confronta o balanço e um relatório da Bolsa determinando assim o valor das marcas. Em um primeiro momento parece simples, mas não é, pois se assim fosse, era serviço para um contador e não para institutos que vendem expertise e faturam milhões de dólares.
Em minha opinião o elo perdido nesta história, é a percepção humana no decorrer do tempo. Não podemos esquecer que a experiência de uma marca é processada dentro de nós, seres humanos. Deveríamos ser racionais por definição. Mas essa racionalização está diretamente ligada à capacidade de explicação de nossas decisões emocionais. Seguindo Dan Ariely somos previsivelmente irracionais.
Para uma avaliação verdadeira do valor de uma marca, devemos levar em consideração a dinâmica da nossa vida, pois o que hoje nos chama a atenção, o que hoje nos é relevante, muda com o passar do tempo e com o momento da vida que vivemos, assim como o significado das coisas, e onde depositamos nossa confiança.
Como uma marca pertinente apenas para uma das fases da vida, por exemplo a juventude, pode ser mais valiosa que outra, flexível do nascimento a morte? Quantas mensagens são processadas sem o controle de nossa consciência? Mais do que isso, qual a nossa capacidade armazenar as experiências?
Concluindo, a transitoriedade, assim como outras características da memória, é fundamental para qualquer classificação de valor. A tese fundamental e que o valor real das marcas se fundamenta nos detalhes não econômicos.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 11h16
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
A ERA DA SABEDORIA
"A maioria de nós aprendeu a ter uma atitude bastante passiva em relação aos escritos: Começamos lá no alto à esquerda e seguimos até lá embaixo, como numa descida para a praia pela Imigrantes." A frase é citação deste "post" sobre como ler 2.0, mas acho que funciona como metáfora também para uma transformação maior: a passagem da era industrial para uma nova "era pós-industrial" (nome mais seguro), ou, como dizem alguns, "era da sabedoria" (meu nome preferido, pela razão egoísta de eu querer poder viver em tempos sábios).
A era industrial se baseou em processos de produção e de consumo (de qualquer produto, serviço ou idéia) que eram lineares, padronizados e lean (enxutos - palavra de ordem desde que a Toyota virou benchmark geral) - como a descida para a praia pela Imigrantes, com todos os seus túneis endireitadores do trajeto e garantidores de eficiência.
Já esta era da sabedoria, ao que tudo indica vai retomar a opção de chegar à praia (metáfora de objetivo) pelas curvas da Estrada de Santos, usando processos de produção e de consumo que sejam em círculos, mais "on demand", rococós e demorados. Eu me arrisco a enxergar alguns sinais. Depois do jump.
As primeiras experiências da economia pós-industrial na esteira da urgência da mudança climática, registradas por Peter Senge no novo livro "A Revolução Decisiva" - como a experiência da região norte da Suécia, que se propôs ter a "primeira economia livre de petróleo do planeta", e as de algumas empresas que vêm promovendo inovações de base que modificam os negócios e a sociedade. Novas disciplinas como a biomimética têm a ver com isso também e até a crise atual pode ser vista como prenúncio do estouro da (longa) bolha da era industrial.
O mantra "first who, then what" (primeiro quem, depois o quê), assim verbalizado por Jim Collins, um dos mais sérios pesquisadores do universo da gestão de negócios, que escreveu dois livros que já viraram bíblias da área (Feitas para Durar e Good to Great), mas que vem sendo dito com palavras diversas por muitos pensadores da gestão. Isso inverte e subverte as regras dos negócios até agora, que sempre focaram em "o quê", fosse o produto ou serviço, fosse o processo.
A economia fica mais baseada nas pessoas também (heavy users de tecnologia, claro), em vez de apoiar-se em infra-estrutura ou matérias-primas, e, assim, re-humaniza-se (ou humaniza-se pela primeira vez...). Aliás, o esforço científico de entender a irracionalidade humana, evidenciado em experimentos como os de Dan Ariely no MIT, parece sintomático da re-humanização.
O fenômeno da migração do conceito de pós-modernidade das artes para os negócios, com sua interdisciplinaridade absurda, com a supremacia das interrupções sobre o foco e com a ânsia por inovação sistemática. É o que está chacoalhando todos os paradigmas atuais, preparando o terreno para que novos paradigmas se instalem.
O pipocar de movimentos que começam com a palavra SLOW, como SLOW food; SLOW blogging; e o projeto SLOW Down de Londres, para citar três. Em minha opinião, tem fumaça, tem fogo: isso deve traduzir o desejo de pelo menos uma parcela das pessoas de recuperar o raciocínio de longo prazo.
O mesmo desejo que explica a existência de organizações como a The Long Now Foundation, iniciativa do músico Brian Eno, entre outros, que todo mundo devia tentar conhecer. Seu relógio -mecânico- do ano 10000 foi projetado para conseguir marcar as horas com precisão até o ano 10000 mesmo, para que a humanidade pense em durar até lá.
Lógica e bom senso. A expectativa de vida do ser humano se estica cada vez mais e isso queiram ou não, vai obrigar os investimentos (ou parte deles) a serem de mais longo prazo, para que as pessoas consigam se sustentar. O que pode começar um círculo vicioso pró-longo prazo.
Como isso vai se harmonizar com as expectativas "tudo speedy" criadas pelo mundo veloz da internet, eu não sei. Mas me parecem claros os sinais de mudança em curso e acho que indicam mesmo a volta de um pensamento de longo prazo. Para fechar a metáfora inicial, se hoje descemos a rodovia dos Imigrantes em 40 minutos, acho que, o asfalto estando razoavelmente OK, deve levar umas três horas talvez para descer pela Estrada Velha de Santos. Vai dar para descer pelas duas provavelmente (a agilidade de curto prazo não sumirá). Mas o upside, no caso da Estrada Velha, será a paisagem na janela.
"Texto original de Adriana Salles Gomes"
Molnar
- Postado por: Molnar
às 16h36
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
A VERDADEIRA "GUERRA" DAS MARCAS
Apenas como exercício vamos imaginar duas marcas: Israel e Palestina.
Como definiríamos a marca Israel? Tradicional, perseverante, batalhadora...
Como definiríamos a marca Palestina? Conservadora, persistente, lutadora... (No caso da Palestina, para complicar um pouco mais, temos ainda uma submarca envolvida: o "Hamas" que podemos definir como radical, violento e libertador...).
Realmente ambas as "marcas" brigam pelo mesmo espaço. Lógico que as diferenças entre elas são enormes, mas como ficar indiferente frente aos recentes acontecimentos? Como tomar partido estando a mais de oito mil quilômetros do campo de batalha (Oriente Médio), não sentindo na pele o que eles sentem?
As informações que nos chegam pela televisão e pela internet são complicadas. Quando recebemos notícias do que está acontecendo no território Palestino, é impossível ficar insensível. Quando acompanhamos a rotina dos judeus, sempre preocupados com algum homem bomba ou mísseis lançados sem direção em suas cabeças, também entendemos seus motivos.
Tanques controlados por soldados treinados contra meninos atirando pedras ao mesmo tempo em que grupos fardados e organizados são atacados covardemente por embustes terroristas. Uma verdadeira disputa assimétrica. Em ambos os lados.
Fazendo um paralelo entre a razão e a emoção, vemos claramente qual dos lados prevalece. Neste caso encontramos as emoções mais extremadas como o ódio, a ira e o rancor dos dois lados. Vou além... É quase inacreditável que os seres envolvidos são dotados de razão. A guerra (literal) e o uso da força é a manifestação mais perfeita dos instintos animalescos, reforçando a teoria de Darwin.
A falta de razão é absoluta. Para aqueles que batalham e arriscam suas vidas. Para aqueles que se esforçam em registrar e distribuir a todos os outros, as crueis informações. Para aqueles que financiam as batalhas produzindo armas para ambos os lados. Para aqueles que perdem tempo assistindo confortavelmente as cenas pela TV como se fossem disputas de videogame. Para os covardes que se dizem indiferentes e não tomam partidos e até mesmo para esse que procura fazer um paralelo entre assuntos tão diferentes.
Felizes daqueles que enfrentam batalhas de marcas em que os perdedores não pagam literalmente com a vida.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 10h04
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
EMOMARCAS
Feliz 2009 a todos!
Dizem que estamos passando pelo período cinzento do ano, uma vez que, aqui no Brasil ele só começa mesmo depois do carnaval. Respeitando o calendário mundial, este ano começamos em meio à maior crise econômica mundial dos últimos anos, guerra entre Israel e Palestinos, expectativa pelo primeiro presidente negro assumindo o país mais rico do mundo, novas regras gramaticais da nossa língua mãe, entre outros fatores importantes...
Informo a todos que acompanham os meus textos, que em 2009 estarei dedicado a escrever sobre dois assuntos umbilicalmente ligados: emoções e marcas, ou seja, sobre as "emomarcas" (desculpe o neologismo).
Estive dedicado nos últimos dias do ano passado em entender profundamente como se relacionam e quais as influências das emoções nas decisões básicas do ser humano. Lógico que de uma forma ou outra esse tema foi motivo de vários "posts" do ano passado, mas agora em 2009 pretendo me aprofundar e ao mesmo dar coerência a esse tema.
Sabedores do meu engajamento neste assunto, ganhei como presente de amigo secreto natalino um livro chamado "Neurociência Cognitiva". É um livro médico, mas tem todos os fundamentos teóricos sobre o funcionamento do cérebro, envolvendo memória, sentimentos, aprendizado e tem sido muito útil para suportar toda teoria de marcas que estamos desenvolvendo e uma formidável fonte de sugestão para novas pesquisas.
Como também não poderia deixar de ser, o primeiro texto do ano vem acompanhado dos tradicionais compromissos pessoais e objetivos profissionais, feitos para atender as promessas e desejos planejados para 2009:
Ter mais paciência;
Ficar menos ansioso;
Dar mais atenção as minhas filhas;
Dizer mais vezes "te amo" a minha esposa;
Valorizar mais as opiniões dos meus pais;
Fortalecer os relacionamentos com os amigos;
Ouvir mais e falar o necessário;
Cuidar melhor da minha saúde;
Voltar a praticar exercícios físicos;
Ser menos guloso;
Diminuir o ceticismo;
Ler e escrever melhor;
Publicar um livro (co-autoria);
Melhorar a habilidade de falar em público;
Evoluir minha capacidade de memória;
Aprender a comemorar mais intensamente as realizações;
Entender o "macro" e valorizar o "micro";
Pensar menos, e fazer mais (sexo, por exemplo);
Gastar menos do que ganho (ou ganhar mais do que gasto);
Observar corretamente a passagem do tempo;
Concluir um número maior de atividades que em 2008...
Enfim, acredito que tirando algumas características circunstanciais, fazer um pouco do que todos prometem e desejam em 2009. Acho que estas listas são feitas não em relação ao compromisso com a efetivação do resultado final, mas sim com a determinação do empenho no percurso.
Molnar
- Postado por: Molnar
às 18h31
[ ]
[ envie esta
mensagem ]
______________________________________________
|
| | | | | | | | | | | | |