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EXTELIGÊNCIA – UMA HERANÇA GENÉTICA

Para muitos, não sei se de forma absoluta, INTELIGÊNCIA significa o entendimento, o conhecimento de um ser, a faculdade de aprender, um conjunto de funções psíquicas e psicofisiológicas que contribuem para a compreensão da natureza das coisas e do significado dos fatos, a capacidade de organizar os dados de uma situação, em circunstâncias para as quais de nada servem o instinto, a aprendizagem e o hábito, a capacidade de resolver problemas e empenhar-se em processos de pensamento abstrato, a percepção clara e fácil, a habilidade em tirar partido das circunstâncias, a engenhosidade e eficácia no exercício de uma atividade, a sagacidade, a perspicácia.

Por princípio, tenho resistência a neologismos. Recentemente, em uma palestra de inovação proferida pelo Walter Longo, ouvi o termo “EXTELIGÊNCIA”. Após pesquisar, tive que me curvar e aceitar esse novo termo. Mais do que a simples troca do “IN” (interno) pelo “EX” (externo) a “EXTELIGÊNCIA” é a verdadeira razão do ser humano de evoluir ao longo do tempo. A capacidade de passarmos nossos conhecimentos e aprendizados aos nossos filhos. Um tipo de herança genética.

Esse termo foi inventado por Ian Stewart (matemático) e Jack Cohen (biólogo) em 1997 no livro chamado “Figments of Reality: The Evolution of the Curious Mind” (algo como “Invenção da Realidade: A Evolução Estranha da Mente”). Apesar das disciplinas individuais diferentes, ambos concordam que existe uma composição direta entre a complexidade e a simplicidade. Esta relação de cumplicidade é o mesmo elo que une a “INTELIGÊNCIA” e a “EXTELIGÊNCIA” como processo fundamental para o desenvolvimento da consciência, tanto em termos evolutivos para a espécie, como também para o indivíduo.

Cohen e Stewart criaram essa palavra para expressar a estreita relação e interdependência entre o conhecimento que está “dentro” da mente de uma pessoa com o conhecimento “fora” da sua mente e que pode ser facilmente acessado. A “EXTELIGÊNCIA” é a contribuição do modo como um indivíduo combinada e soma os conhecimentos de outras pessoas.

Partindo da complexidade da matemática e da teoria dos jogos, Stewart e Cohen utilizam a idéia na relação entre o tempo e o espaço da raça humana, em tudo o que possa ser conhecido e representado. É como um dicionário que pode conter definições de milhares de palavras, mas não apenas as definições que são compreendidas é que podem interpretar símbolos verbais e relacioná-los aos conceitos que estão em nossas mentes.

Em outras palavras, seria como dizer que meus filhos já nasceram com alguns conhecimentos ao qual eu não tive, e ao mesmo tempo, dizer que eu nasci com conhecimentos que meu pai não tinha. Por outro lado seria como afirmar que um cachorro adestrado não passará os conhecimentos do adestramento para sua cria, e muito menos recebeu conhecimentos do adestramento recebido pelo seu “pai cão”.

É a “EXTELIGÊNCIA” que torna os seres humanos diferentes dos outros animais.

Molnar

 



- Postado por: Marcelo Molnar às 11h20
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Ficha Técnica

Nexialista.
Formado em química industrial pela Faculdade Oswaldo Cruz. Com pós-graduação em Marketing e Publicidade pela ESPM. Experiência profissional no desenvolvimento de novos produtos nas áreas de metalurgia, tintas e plásticos. Trabalhou 18 anos no mercado da Tecnologia da Informação nas áreas de vendas e marketing. Atua hoje como consultor Estratégico e Analista de Pesquisa de Mercado em vários segmentos.

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