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DESCOBERTAS, SIGNIFICADOS E MEDICINA DIAGNÓSTICA

Hoje assisti o último capítulo do quinto ano do seriado House. Realmente sou apaixonado por esses seriados. Em especial pelo House. Coincidentemente, a revista VEJA desta semana tem como matéria de capa, as oportunidades das carreiras nos próximos anos. Medicina continua sendo a profissão mais procurada com 159.428 inscrições nos vestibulares das universidades federais incluindo a Universidade de São Paulo.

Incrível que depois de um período em decadência devido à evolução tecnológica, onde os exames de análises clínicas e de imagens computadorizadas, como tomografias e ressonâncias, estava transformando os médicos em meros “tiradores” e “interpretadores” de resultados, a medicina diagnóstica voltou a crescer e ganhar importância nos últimos anos. Coincidência? Lógico que não.

Descobri recentemente que Gregory House, o personagem principal da série, criado por David Shore, foi inspirado no famoso detetive Sherlock Holmes, escrito por Sir Arthur Conan Doyle (que trabalhou como cirurgião e se destacou pela coragem e determinação na prestação de socorro na época da guerra dos boers). Desde então fiz uma retrospectiva juntando algumas informações. Dizem que em uma entrevista, David Shore ao ser perguntado qual a inspiração que o levou a criar House, não negou o personagem de Sir Doyle.

Sempre me perguntei por que “Dr. House”? O sobrenome de Gregory é uma brincadeira com o sobrenome de Sherlock, House quer dizer “casa”, Holmes sem a letra “l” e “s” fica Home que quer dizer “lar”. Tanto House quanto Holmes são experts que trabalham em casos que são difíceis para os outros profissionais. Ambos têm notável poder de observação e dedução, uma tendência para montar rápidas conclusões depois de uma breve análise das circunstâncias.

Os dois personagens compartilham uma personalidade rústica e uma maneira brusca de agir, são arrogantes e cultivam o sarcasmo, possuindo fortes convicções, das quais dificilmente declinam durante o desenrolar dos fatos.

Holmes investigava crimes estranhos e solucionava os casos quando a polícia não conseguia, House investiga doenças inexplicáveis que outros médicos não capazes de solucionar. Os dois são preguiçosos e só pegam casos quando vêem algo que lhes intriguem. Não demonstram seus sentimentos, preferindo o lado racional de ser. Não se deixam envolver emocionalmente com o caso. House muitas vezes reclama de seus subordinados por desenvolverem um relacionamento afetivo com o paciente, interferindo negativamente na elucidação do caso.

Dr. Watson, parceiro de Holmes sofreu um ferimento na perna, Gregory House sofreu um infarto na perna. Relata-se que Holmes quando não estava envolvido em nenhum caso usava cocaína para aliviar o desânimo e House usa um analgésico chamado “Vicodin” para amenizar a dor na sua perna.

Os dois têm apenas um único real amigo Dr. Watson para Holmes e Dr. Wilson para House, e são os amigos que conectam esses gênios com a ignorância humana, sem Watson e Wilson tanto Sherlock Holmes quanto Gregory House não teriam tanto sucesso em suas deduções.

Sherlock é sem dúvida o mestre da observação e dedução, e seus casos geralmente são resolvidos por detalhes ínfimos, na série acontece o mesmo, House observa pequenos sinais que ninguém se atentou e acerta nos diagnósticos.

Holmes era capaz de deduzir os hábitos de uma pessoa somente olhando para ela, House é capaz de diagnosticar uma pessoa fazendo o mesmo. Os dois não medem esforços para resolverem um caso, até mesmo arriscar a própria vida.

Lógico que não conclui tudo isso sozinho. Bastou uma simples referência no Google com os dois nomes (House e Holmes) e obtive quase 60.000 resultados. O mundo moderno é assim. Quando achamos que descobrimos alguma coisa e começamos a procurar, encontramos muitas evidências que nos mostram que tudo já estava lá. Parece que só eu é que não sabia.

Molnar



- Postado por: Marcelo Molnar às 21h28
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EUDAIMONIA, OLBOS E A TECNOLOGIA

Apesar de toda a evolução tecnológica e revolução comportamental, fazendo com que nossa sensação de domínio sobre o tempo esteja totalmente desvirtuada, nunca foi tão fácil se divertir. Nós últimos tempos, o entretenimento se tornou onipresente.

 

Os recursos de diversão estão nos locais mais sisudos e estranhos do mundo, pronto para escapulir. O maior exemplo disso é o celular: permite que você jogue games, ouça música, assista filmes, paquere por SMS durante uma reunião ou na sala de espera do dentista, ou mesmo “tuitar” logo após o sexo.

 

A cena de um escriturário preguiçoso jogando paciência no computador já virou clichê. O recém lançado (no mercado brasileiro) kindle armazenará livros, jornais e revistas. Tudo parece contribuir para que a gente não trabalhe...

 

Paralelamente, drogas como ritalina, modafinil e ampaquinas, estão disponíveis para nos deixar “ligadão”. Ficar conectado menos de 12 horas por dia parece impossível. Assistir novela com notebook no colo está se tornando natural. Estudos dizem que a geração dos meus pais conseguia “processar” 1,7 atividades simultaneamente.  Os mesmos pesquisadores garantem que hoje uma criança de 5 anos consegue “processar” 3,5 atividades ao mesmo tempo.

 

Nenhum homem é uma ilha, já dizia o poeta John Donne no século XVII, e muito menos vive sozinho numa. As redes sociais na internet são provas desta verdade inconteste. Tempos atrás ouvi que os alunos do fundão estão contratando os CDFs da frente. Neste mundo maluco em que estamos entrando, as fofocas das redes sociais virtuais são mais importantes do que os discursos oficiais dos diretores das grandes empresas.

 

Podem falar o que quiserem: que o mundo está mais violento, mais complicado... Mas a verdade é que ele também está mais divertido e a felicidade física, virtual ou química está mais disponível que nunca.

 

Neste ponto entra a questão do título deste “post”: a felicidade. Afinal o que é isso? No grego antigo há uma grande variedade de palavras que podem ser mais ou menos relacionadas ao antigo conceito de felicidade. Palavras como “feliz”, “abençoado”, “próspero/prosperidade.”

 

A palavra principal, porém, para a felicidade em grego antigo é eudaimonia e “eudaimon” é o adjetivo para “feliz”. O significado original destas palavras nos diz muito sobre a maneira como a felicidade era concebida. De acordo com sua etimologia eudaimonia significa “que tem um poder divino (daimon) bem disposto (eu)”.

 

No pensamento grego antigo a felicidade é uma condição concedida “por favor” divino, e é feliz aquele que desfruta do favor dos daimones, isto é, daqueles poderes divinos que poderiam ser hostís. A manifestação visível e tangível de ser favorecido pelos “poderes divinos”, isto é, de ser livre da “má vontade divina”, é o que é comumente chamado de “prosperidade”, em termos tanto da riqueza material como do sucesso. A palavra do grego antigo denotando este aspecto de ser feliz é olbos, que significa exatamente “prosperidade dada pelos deuses”. Assim, olbos é “próspero, abençoado.”

 

O Deus cibernético está nas telas touch screen dos nossos celulares. A voz do povo, que também é a de Deus, está nas redes sociais. A nanotecnologia está ai para nos mostrar que ele (Deus) está nas pequenas coisas... Abençoado, próspero e feliz seja o nosso futuro!

 

Molnar



- Postado por: Marcelo Molnar às 16h12
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Ficha Técnica

Nexialista.
Formado em química industrial pela Faculdade Oswaldo Cruz. Com pós-graduação em Marketing e Publicidade pela ESPM. Experiência profissional no desenvolvimento de novos produtos nas áreas de metalurgia, tintas e plásticos. Trabalhou 18 anos no mercado da Tecnologia da Informação nas áreas de vendas e marketing. Atua hoje como consultor Estratégico e Analista de Pesquisa de Mercado em vários segmentos.

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